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Defesa da Dignidade da Vida

Respeito e garantia de todos os Direitos

Repúdio as medidas e políticas autoritárias

leitura 2 minutos

GENOCÍDIOS NUNCA MAIS! 

A nossa responsabilidade.

“Não permaneças quieto quando a vida de teu próximo está em perigo”, Levítico 19:16

“Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” , Levítico 19:18

27 de janeiro, Dia Mundial de Memória do Holocausto que vitimou milhões de judeus, ciganos, homossexuais, comunistas, Testemunhas de Jeová, e dos que ousaram praticar a liberdade de pensamento e expressão.

Foi um processo político, tecnológico e que permitiu a simbiose entre burocracia e extermínio, sob a passividade e neutralidade da classe média, industriais e setores conservadores da Alemanha, além da omissão dos países “democráticos”.

A ruptura dos valores civilizacionais e sua substituição por pseudoteorias subverteram a ciência e a razão, levando a que doutores de vários segmentos do conhecimento (Direito, Medicina, Arquitetura, Artes etc.) comandassem os pelotões da morte da SS e o Holocausto, por um lado e, de outro, tornaram o “cumprimento de ordens” verdadeiro mantra desprovido do pensamento crítico em toda a Europa ocupada para justificação dos mais atrozes crimes já presenciados pela humanidade, até então, como ficou evidente pelos julgamentos de Nuremberg, de Tokyo, de Frankfurt e de Eichmann (Jerusalém).

Foi o que Hannah Arendt caracterizou como “banalidade do mal”, encarnada em pessoas medíocres, incapazes de questionar e repelir tais ordens com base em valores morais e de Ética de respeito à Vida.

O Holocausto, antecedido por outros genocídios aos quais não se deu atenção, bem como previamente apresentado pela teoria racialista de Hitler e em seu livro “Mein Kampf”, amplamente conhecido e antes de sua tomada do poder por vias democráticas, tornou-se política de Estado com a “Solução Final”, decidida na Conferência de Wannsee em 20 de janeiro de 1942, conforme comprovam as atas escritas por Adolf Eichmann e que sobreviveram à guerra. Nove anos haviam decorrido desde que as elites alemãs conduziram um psicopata ao cargo máximo de seu governo, em 1933.

A História mostra que o caminho para um regime de ruptura com os direitos humanos pode ser iniciado pela própria via democrática, quando as instituições se mostram tolerantes e lenientes com atos de agressão à democracia, como os crimes de responsabilidade.

Nesta data de denso significado, a Convergência pelos Direitos retoma a campanha “Genocídios Nunca Mais”, com apoio da Frente Interreligiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz que a lançou há exatamente dois anos, no início do mandato conquistado através da mentira e da manipulação das massas, que contou com o apoio do oligopólio de mídia que domina a comunicação social no país. Todos eles são cúmplices do que viria a acontecer.

Relançamos a campanha, com senso de responsabilidade por evitar que mais vidas sejam ceifadas pela insana antipolítica deste desgoverno em relação à prevenção e combate à pandemia (uma “gripezinha”), e em solidariedade especial aos grupos sociais mais vulnerabilizados pelo ódio suscitado por estes que envergonham o nosso país e que atentam ao que verdadeiramente deveria ser a segurança nacional, a segurança de todos os cidadãos brasileiros e brasileiras que constituem a nossa nação Conclamamos todo aquele e aquela que é capaz de chamar a atenção do mundo para o que ocorre no nosso país, em que pequenos e grandes atos de genocídio e do ecocídio –  que destrói as bases e dinâmicas ambientais que sustentam a Vida no planeta Terra –  nos estarrecem a cada dia, clamando por justiça.

GENOCÍDIOS NUNCA MAIS!

Convergência pelos Direitos

27 de janeiro de 2021

MANIFESTO

 

 

 

 

Convidamos todas as pessoas à ação e união de forças democráticas que pressionam o Brasil a honrar suas responsabilidades

Manifesto Convergência pelos Direitos

A pandemia Covid19, que ceifou a vida de quase 200 mil  habitantes e afetou  milhões de famílias, evidenciou ainda mais as desigualdades sociais e econômicas, acirradas pelas irresponsáveis  e perversas decisões de autoridades do alto escalão do governo federal  que tem descumprido seus deveres constitucionais de proteger pessoas, o meio ambiente, especialmente  os grupos em maior situação de vulnerabilidade, como os povos indígenas, as populações negras e quilombolas, LGBTQI e as mulheres e meninas, e de proteger nossas florestas, água e terras cultiváveis, entregando-as à sanha dos interesses de empresas predatórias e ao envenenamento químico (com isenção de impostos para seus mercadores).

O Brasil em 2020 tem fome. Fome de alimentos (temos agora 14 milhões de pessoas em condições de extrema pobreza e 55 milhões de habitantes vivendo abaixo da linha de pobreza). Fome de dignidade e justiça social. Por isso não toleraremos mais  discriminações, o racismo estrutural, as desigualdades de gênero, a pobreza, a falta de condições adequadas à educação, saúde, habitação, trabalho, saneamento. Dizemos não aos discursos de ódio, ao armamento da população e nos alinhamos com base no respeito às diferenças e à diversidade religiosa, que são a marca desta Nação.

 

Não aceitamos que  governantes, parlamentares e autoridades sigam implementando políticas assentadas na “banalidade do mal”, que nos colocam ainda mais distante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os dados nacionais indicam que vivemos frente a políticas necrófitas, ao genocídio de minorias e vulneráveis, notadamente dos povos indígenas e da população negra. Ao descuidar da vida digna de todas as pessoas (fundamento constitucional da República), as autoridades promovem a morte, a discriminação, a desigualdade, e investem na falência do Estado de Direito Democrático.

 

O Brasil tem se afastado ainda da sua  responsabilidade com todos povos do planeta, dada a relevância do seu patrimônio natural, as funções dos seus ecossistemas. A proteção do meio ambiente precisa ser fortalecida a fim de assegurar a segurança da saúde, do sistema climático e da biodiversidade global.  Não é possível  que o governo federal siga fomentando as crises ambientais e negando as mudanças climáticas.  

 

Repudiamos o desmonte dos espaços democráticos de participação social , de criação de obstáculos à transparência e acesso às informações. Não há qualquer justificativa racional para a asfixia orçamentária que constrange o trabalho e emprego decente, a conservação ambiental, a diminuição das desigualdades regionais e sociais e  que, no contexto da pandemia, não permite o atendimento em saúde às  pessoas e grupos mais vulneráveis. É imoral toda a tergiversação das autoridades em relação à vacinação da população. É imperativo o cumprimento dos direitos inscritos na Constituição Brasileira, em nosso ordenamento jurídico  e, portanto, também nos tratados internacionais de direitos humanos dos quais somos signatários.

 

Por isso, nós, representantes e integrantes de organizações da sociedade civil, que abaixo assinamos este Manifesto,  clamamos por união e convergência em torno da defesa de todos os direitos hoje ameaçados, principalmente/ pelo atual governo federal. 

 

A Convergência pelos Direitos é formada por defensores de direitos de diversos segmentos  dos campos econômico, social, ambiental, cultural e jurídico (incluindo, mas não limitado a juristas, pessoas atuantes em serviços públicos, nos meios de comunicação, na cultura, lideranças religiosas, organizações da sociedade civil  e movimentos sociais). Nos articulamos para atuar  via estratégias contínuas e cumulativas para fazer frente às ofensivas contra os direitos humanos e socioambientais, através de diálogos e sinergia entre iniciativas da sociedade civil e dos setores democráticos do Estado Brasileiro (inclusive governos estaduais e municipais) e com a comunidade internacional preocupada com a destruição e com as ameaças do desgoverno brasileiro aos pactos internacionais para sustentabilidade da vida no planeta.

 

Esse Manifesto, assim, é , sobretudo, um convite à ação e união de forças democráticas que pressionam o Brasil a  honrar suas responsabilidades perante nosso povo e os povos de outros países, e a cumprir com a implementação  da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, e demais resoluções e  tratados globais que visam  a proteção do meio ambiente, o enfrentamento das emergências  climática e sanitária, a erradicação da pobreza, da fome, do racismo e das desigualdades de gênero.

 

Nós, abaixo assinados, zelamos pelo cumprimento de fundamentos, objetivos e princípios da Constituição Federal do Brasil e estamos juntas e juntos em defesa da dignidade de vida de todas as pessoas, a construção de uma sociedade livre, justa, igualitária, pacífica  e solidária, para que garanta os direitos de todas as pessoas, sem deixar ninguém para trás. 

 

Venham conosco e assinem o Manifesto Convergência pelos Direitos!

Para assinar, preencha o formulário a seguir:

QUEM SOMOS

 

Defensores de direitos de diversos segmentos dos campos econômico, social, cultural, ambiental e jurídico.

Vamos juntos agir e defender a Constituição Federal, a Dignidade da Vida de todas as pessoas por uma sociedade livre, justa, igualitária, pacífica e solidária!

Ninguém fica para trás!